A grande mídia a serviço da desinformação e do capital

Os recentes eventos no cenário internacional — a agressão à Venezuela e os grandes protestos no Irã contra o Ayatollah — têm grande magnitude geopolítica. As forças anti-imperialistas enfrentam derrotas, mas o que mais chama a atenção é o modus operandi da grande mídia brasileira. Tomando a Rede Globo como exemplo, esta trata como “ditadores” todos aqueles que resistem ao imperialismo, falseando descaradamente os fatos.

Maduro foi eleito na Venezuela e conta com amplo apoio popular. O povo foi às ruas em sua defesa, mas nenhuma imagem dessas manifestações pró-Maduro será veiculada pela grande mídia, em especial pela Globo, ainda a maior rede de comunicação do país.

A Globo mente descaradamente. Exibiu comemorações pelo sequestro de Maduro mundo afora, mas silenciou sobre os atos realizados em todo o Brasil e no mundo em defesa do presidente venezuelano e da soberania de seu país. Seus “padrões aceitáveis” de democracia são aqueles endossados pelo imperialismo: os da submissão. Na Venezuela há eleições, referendos e diversas formas de participação popular nas decisões nacionais — mas o critério midiático é o grau de vassalagem ao império estadunidense.

O mesmo podemos observar no Irã. O país enfrenta tensões internas devido a protestos contra o governo, mas a resposta foi uma gigantesca manifestação pró-governo, que levou milhares às ruas em defesa da soberania nacional. Mais uma vez, os atos de apoio ao governo são silenciados. Sem entrar no mérito do grau de liberdade interna, fato é que a população saiu em apoio ao Ayatollah e ao seu governo — e isso passa em silêncio pela grande mídia.

Rede Globo, SBT, Record, Band e Jovem Pan prestam um desserviço à informação. Não mostram a totalidade dos fatos, apenas o que lhes convém. Estão a serviço do império. Se há que regulamentar os meios de comunicação, que se comece pela grande mídia.

Abaixo a Rede Globo!
Abaixo o imperialismo!
Pela liberdade de Maduro!
Viva a frente antifascista!

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