O avanço de forças de extrema-direita na Europa, em meio a uma crise econômica persistente e ao cenário de guerra no continente, tem sido acompanhado por uma onda de medidas repressivas contra organizações políticas de esquerda, em particular partidos comunistas.
Em decisão recente, o Tribunal Regional de Varsóvia, atendendo a um pedido do presidente do país, Andrzej Duda, determinou proibição do Partido Comunista da Polônia.
A escalada repressiva se manifesta também em propostas legislativas que criminalizam atividades associadas ao comunismo. Na Polônia e na República Tcheca, tais ações podem ser punidas com penas de três a cinco anos de prisão, respectivamente. Na Romênia, tramita um projeto de lei que prevê sentenças de até uma década de reclusão.
O Partido Comunista da Grécia (KKE) emitiu uma nota repudiando a ofensiva autoritária na Europa e sintetizou sua posição:
“A UE e os seus governos, que servem um sistema podre e tentam impor a escuridão através de tais decisões, estão profundamente iludidos se acreditam que sentenças judiciais podem abolir a luta de classes, conter a resistência do povo polaco e de outros povos, ou deter a luta dos Partidos Comunistas contra a barbárie capitalista, as guerras, a exploração, a pobreza e a questão dos refugiados.”
“O fato de não conseguirem ocultar a sua preocupação com a luta dos Partidos Comunistas reside no fato de que só os comunistas oferecem uma saída real para o presente e futuro repugnantes que os capitalistas e o seu sistema podre preparam para os povos. Esta saída é o socialismo, a juventude do mundo, pelo qual os povos valem a pena lutar, com todos os sacrifícios, para colocar as suas próprias necessidades no centro de uma sociedade livre de exploradores e explorados.”

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