Há os que vibram com as vitórias militares do imperialismo norte americano. Israel de Netanyahu, na Palestina assassinou mulheres, crianças, destruiu escolas, hospitais, utilizou a fome como arma de guerra, atacou a Síria, assassinou o líder do Hamas que estava em processo de negociação, utilizou terrorismo de Estado contra o Hezbollah no Líbano. Israel, sendo municiada e mantida pelo governo dos Estados Unidos.
Temos que abrir um parêntese aos que defendiam a tese de que Trump não era imperialista, que não passava de um bravateiro que no fundo queria a “paz”. Para eles, o Hamas teria vencido a guerra. Durante o sequestro de Maduro, afirmaram que a Revolução Bolivariana não foi traída, levantar a hipótese de traição seria dar valor as “bravatas” de Trump.
Na nossa avaliação, é insuficiente soltar notas em defesa do Iran ou em defesa da liberdade para Maduro, embora reconhecendo a relevância de tais notas de denúncia e de posição política, temos que dar um passo adiante, pois seremos a bola da vez. Para comprovar nossa afirmação é só analisar os fatos: para justificar a pressão militar contra a Venezuela e sequestrar seu presidente. Inventaram uma mentirosa ligação de Maduro com o narcotráfico. Na Colômbia chantagearam o presidente Gustavo Petro. No México a pressão norte americana tem a mesma lógica. já o Brasil, está sendo acusado, por uma comissão do Congresso dos Estados Unidos, de abrigar em salvador Bahia, uma base militar secreta chinesa.
O desenvolvimento da teoria da formação da consciência de classe do proletariado, se forma a partir dos enfrentamentos com a burguesia e seu Estado. Nessas lutas, a consciência espontânea oscila entre a revolta e o economissismo. Daí a importância da vanguarda revolucionária. Somente a vanguarda organizada é capaz de continuar militando, reconhecendo a força de seu inimigo, principalmente nos períodos de refluxo e se preparando para o período de ascenso da Luta Revolucionária.
Nesse sentido é tarefa dos revolucionários combater o economissismo, retirar o movimento operário dessa tendência, de se abrigar sob as asas da institucionalidade burguesa. Ao mesmo tempo que o cerco se fecha sobre o Brasil, dentro dessa voracidade do imperialismo, temos que utilizar essa institucionalidade burguesa para criarmos um movimento de resistência, com a formação de uma frente da esquerda revolucionária capaz de participar da eleição de 2026. Os que tem registro na justiça eleitoral, os demais segmentos, círculos, ligas, grupos e partidos que não podem concorrer por não estarem habilitados no TSE. Está na hora de elaborarmos um programa que dispute com a burguesia a estrutura do Estado brasileiro, sem medo da polêmica, da divergência. Sabemos que é difícil, mas não tenhamos medo de tentar. Não devemos nos iludir de que a China ou a Rússia virão em nossa ajuda. Ao proletariado cabe a missão de sepultar a burguesia.
Quem viver, verá!

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