Os acontecimentos na Bolívia deveriam ser saudados por todos que desejam ver a classe operária mobilizada, organizada e nas ruas para lutar por seus direitos. Ainda mais neste momento de ataques da extrema direita com claras intenções de suprimir a soberania dos países latino americanos e de impedir a autodeterminação dos povos.
Na contramão das mobilizações na Bolívia, Lula mantém a coerência de seu terceiro mandato: assim como validou o golpe no Peru, pediu a divulgação das atas eleitorais na Venezuela e impediu que esse país ingressasse no BRICS, agora se solidariza com o governo de extrema direita que reprime os manifestantes e tenta consolidar a entrega total do patrimônio da América Latina ao imperialismo estadunidense.
A Venezuela sofreu um golpe duro, e não se pode amenizar a conduta pró-imperialista de Lula, que negocia sob o disfarce do famoso “paz e amor”. Mas a resposta que a classe operária recebe é mais amargura e violência. Seu internacionalismo é aquele que propõe uma aliança pela “democracia” com Biden e Macron, ou seja, com o próprio imperialismo.
Cuba vive momentos de grande crise, mas não se vê movimentação do governo brasileiro no sentido de repudiar o bloqueio criminoso e toda essa sanha de Trump, que muito provavelmente poderá resultar em um ataque à ilha caribenha.
Lula esquece os escândalos de corrupção fabricados pela mídia golpista, os dias que passou na cadeia e segue seu caminho a direita, fazendo concessões ao imperialismo, se aliando com as oligarquias, com a desculpa de “defender a democracia”. O Lulinha “paz e amor” de hoje, é sinônimo de traição a luta por Liberdade e Justiça Social. É a capitulação frente aos inimigos do Povo.
Toda solidariedade ao povo boliviano!
Só na luta a classe operária pode avançar!

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